O Parkinson é uma doença de caráter degenerativo, crônico e progressivo que afeta as vias extrapiramidais do sistema nervoso central, causando transtornos motores. Tremores de repouso, instabilidade postural, hipertonia plástica (rigidez) e bradicinesia são os quatro sinais cardinais da doença que juntos limitam as funções motoras do paciente e consequentemente reduzem a qualidade de vida. 

O uso de jogos de Realidade Virtual (RV) tem sido cada vez mais frequente na reabilitação de pacientes com Doença de Parkinson, uma vez que o método oferece uma forma segura e estimulante de treinar funções como equilíbrio de tronco, equilíbrio dinâmico, funcionalidade de membros superiores, mobilidade funcional, condicionamento cardiorrespiratório e outros aspectos que acabam influenciando diretamente na percepção da qualidade de vida do paciente, como mostra o artigo orientado pelo Dr. Douglas Monteiro (ACESSE AQUI). 

A RV pode ser utilizada de forma imersiva (com o óculos 3D) e não imersiva, porém é importante ressaltar que é necessário a identificação do paciente com os jogos utilizados, para que gere motivação.

Também é interessante a priorização de jogos que facilitem retenção e transferência do aprendizado motor, isto é, possibilite que o paciente memorize a informação e utilize-a no seu dia a dia.

As evidências científicas dos benefícios deste método estão cada vez maiores, a experiência na prática clinica de muitos profissionais tem sido muito positiva, pois torna a terapia muito mais lúdica. Todavia, vale ressaltar que é um método auxiliar que não excluí a importância da cinesioterapia.